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Circulo de Fogo: A Revolta - Revolta? Que Revolta? - Crítica sem spoiler



Olá, Olá Nerds! Assistimos "Circulo de Fogo: A Revolta". Sabe aquela lista de títulos mal traduzidos ou mal adaptados? Acrescente esse título à lista. Ok, a palavra inglesa Uprising pode ser traduzida como "A Revolta", sim pode, mas não é o caso neste filme, seria melhor se fosse traduzido como Ascensão. Não há qualquer revolta no filme, mas há uma tentativa de ascensão, por parte do Precursores/Kaijus

Mas esse é só o primeiro dos problemas! O que tinha tudo para ser uma boa continuação, termina com um roteiro raso e atuações decepcionantes. Mesmo tendo a história escrita por Guillermo Del Toro, o filme não consegue fazer jus ao seu predecessor, pois o roteiro e a direção feitos por Steven S DeKnight não tem a profundidade necessária para que você se sinta ambientado no mesmo universo do primeiro filme.

"Uprising" acaba ficando com cara de filme B (não que antes já não tivesse), dá pra se questionar sobre o motivo de ter gasto dinheiro do ingresso ao invés de aguardar o lançamento no Pay-per-view.

Para curtir o filme, você precisa desligar seu lado crítico (no meu caso não dava, por motivos óbvios), pois muitos elementos não convenceram, por exemplo a rivalidade entre Jake Pentecost (John Boyega) e Nate Lambert (Scott Eastwood) e a super-inteligência da Hacker "fanboy" de Jaegers, Amara (Cailee Spaeny). Os primeiros não convencem pela postura e a segunda não convence pelo próprio roteiro (além da interpretação sofrível).



Roteiro esse que não poderia ter mais furos, por exemplo não ficou muito claro o motivo do vilão do filme ser o vilão do filme (parece redundante, eu sei, mas é que se eu for explicar vou ter que dar spoiler e não o farei)

Os personagens foram mal desenvolvidos, mesmo Jake Pentecost (personagem de Boyega), o ar de revoltadinho que foi proposto não se justifica dentro do próprio discurso do personagem, além de ter sido muito mal interpretado (alias, estou esperando ansiosamente Star Wars IX, para nunca mais precisar ver o John Boyega atuar novamente rs).

Além disso, Scott Eastwood mostra como ter sobrenome é importante em Hollywood, atriz Cailee Speany também não agrada e se o núcleo principal é fraco, imaginem o resto.

Mas nem tudo é ruim nesta sequência, eu gostei muito das cenas de ação! Justamente eu, que tinha criticado tanto a nova movimentação mais humanoide dos Jaegers...
A princípio eu tinha torcido o nariz, pois gosto daquela movimentação mais pesada caracteristicamente robótica do primeiro filme, ao ver o trailer, achei que os mechas estavam "leves" demais, humanizados demais, mas essa sensação some ao acompanhar as cenas de batalha e ver que a movimentação mais fluida das máquinas não as descaracteriza como tal. Eles continuam sendo robôs, só que mais ágeis. Ponto para o filme.



Se você é um nostálgico inveterado e só por isso quer ver robôs gigantes batendo em monstros gigantes, então assista a este filme, serão 1h40 minutos de saudades de Jaspion, Changeman e Cia Ltda. Será praticamente como pegar seus velhos brinquedos empoeirados e brincar com eles novamente.

Finalizando, o filme é fraquíssimo, mas as cenas de ação são boas, os atores não deveriam sequer estar em Hollywood e Guillermo Del Toro fez muita falta, mas ainda assim, o filme consegue divertir um pouco.

Se o Debate Nerd recomenda? Só se você gostar muito de robôs batendo em monstros, ainda assim aguarde sair no Pay-Per-View.







Raphael

Raphael

Sou marido, pai, filho, pensador, psicologo (não por formação, mas por maioria de votos), NERD (e tenho orgulho disso), curto animes, mangás, HQs, séries, filmes, livros, vídeo-games, enfim, Nerd com "N" maiúsculo, curto heavy metal, power metal, metal progressivo. Sou cristão protestante e fé é questão de foro íntimo, respeite isso. Meus blogs são: vossavateologia.blogspot.com.br www.debatenerd.com.br

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